segunda-feira, 11 de julho de 2011

A RELAÇAO DO PSB/PSDB E AS CONSEQUÊNCIAS QUE O PT PRECISA DISCUTIR.

No início de junho enviei um a carta aos militantes do PT levantando uma preocupação com a aproximação do GOVERNADOR EDUARDO CAMPOS/PSB com o presidente nacional do psdb, SÉRGO GUERRA, E AS CONSEQUÊNCIAS PARA A RELAÇÃO ENTRE OS PARTIDOS POLÍTICOS DA BASE DE SUSTENTAÇÃO DO GOVERNO ESTADUAL.  considerava que o partido deveria discutir este tema, se preparando para as eleições de 2012 e 2014. a carta DIZIA  assim:


 “Precisamos ainda este ano avançar em algumas deliberações políticas e organizativas bem como fazer as avaliações necessárias das alianças eleitorais. É necessário termos clareza sobre como se deve dar nossa relação com o Governo Estadual, com o PSB e demais partidos da base aliada. Não podemos deixar de considerar alguns elemengos importantes na conjuntura atual. A aproximação do PSDB/Sergio Guerra com o PSB, a participação de Eduardo Campos na criação do PSD de Kassab, a importância das eleições municipais de 2012 para 2014 e a defesa permanente dos nossos governos municipais e federal.”


Esta carta provocou reações bastanteS contunentes do deputado aluisio lessa, do PSB, de Sergio Guerra e Evandro avelar, presidentes nacional e estadual do psdb, CONFORME DIVULGADO PELA MATÉRIA DO jornal do commercio, DE 11/06/07, ABAIXO REPRODUZIDA. PARA NEGAR E DESQUALIFICAR MINHAS PREOCUPAÇÕES ME CHAMARAM DE TUDO MENOS DE SANTO.



PSDB motiva discussão entre petistas e socialistas

Publicado em 11/06/2011, às 00h02

Do JC Online

Dois dos maiores partidos de esquerda do Brasil, o PT e PSB são como dois irmãos que estão sempre juntos, mas vivem brigando. Mais uma rixa entre as duas legendas veio à tona esta semana depois que o presidente licenciado do PT no Estado, Jorge Perez, se mostrou incomodado com a aproximação entre os socialistas e o PSDB. O recado do petista foi dado por meio de uma carta destinada à militância e através do Twitter onde escreveu: “Alguém pode avisar a Eduardo Campos que seu aliado Sérgio Guerra continua falando besteiras sobre o governo Dilma?”.

A declaração foi mal-recebida pelo PSB, que se manifestou através do deputado estadual Aluisio Lessa. “O posicionamento de Perez é esdrúxulo e desconectado da realidade. As alianças entre o PSB e o PSDB são pontuais em Estados como Minas Gerais, Paraná, Paraíba e Alagoas. Não existe nada em nível nacional. Isso é conversa para boi dormir. Nós somos aliados do PT e não questionamos as alianças deles com Sarney, Collor, Renan Calheiros e outras figuras que a sociedade despreza. Acho que ele está querendo ocupar a cabeça e faz isso expondo suas opiniões conflituosas”, declarou.

De acordo com Jorge Perez, o comentário foi apenas uma forma de promover o debate sobre as alianças. “A proximidade PSB/PSDB pode significar um passo atrás no caminho da sustentação do governo Dilma já que Guerra é um opositor ferrenho do governo federal. Isso é alerta, pois no passado tivemos problemas. Nas eleições municipais, em Jaqueira, o PSB deixou de nos apoiar para ficar com o DEM. Isso não pode se repetir”, declarou.

Sobre as queixas dos socialistas, ele rebateu. “Eles podem falar de eleição e questionar a aliança através da vereadora Marília Arraes e nós não podemos?”, indagou Perez.

No centro de toda a polêmica, o deputado federal Sérgio Guerra optou por menosprezar a avaliação do petista. “Perez pode falar o que quiser, pois não presto atenção. A opinião dele é tola. O PSDB é contra o governo Dilma, mas apoia o PSB em várias cidades”, comentou. A crítica mais pesada contra o petista veio do presidente estadual dos tucanos, Evandro Avelar. “Temos uma boa relação pessoal e política com Eduardo Campos e acho estranho Jorge Perez se meter nisso. Ele está querendo tutelar e pautar as ações do governador”, declarou.

No próprio PT as declarações de Perez foram vistas com cautela. O secretário de Governo Mauricio Rands, que pertence à mesma tendência que o correligionário, a Construindo um Novo Brasil, disse que preferia se manter longe de qualquer tipo de briga e que conversaria com o companheiro de partido durante a reunião do diretório estadual, hoje. “Só quero saber da união da Frente Popular”, despistou.

O deputado federal João Paulo discordou do aliado, mas de maneira cuidadosa. “Foi uma colocação isolada e não deve encontrar eco no partido. O governador tem que se relacionar com legendas de fora da base. Fui muito questionado por conta de minhas parcerias com o ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), mas elas se mostraram exitosas”, comentou.


NO DIA 07/07, QUASE UM MÊS DEPOIS O DIARIO DE PERNAMBUCO PUBLICA UMA MATÉRIA, ABAIXO REPRODUZIDA, ONDE CONFIRMA NÃO SÓ A APROXIMAÇÃO PSB/PSDB COMO A PREPARAÇÃO PARA O PSDB-PE OCUPAR UMA SECRETARIA NO GOVERNO EDUARDO CAMPOS.



Palácio age para acomodar PSDB

Josué Nogueira

Recife, quinta-feira, 7 de julho de 2011


Está cada vez mais próxima a oficialização da aliança entre tucanos e socialistas em Pernambuco

Eduardo Campos e Sérgio Guerra intensificaram conversas após eleição
de 2010. Imagem: ROBERTO PEREIRA/SEI e NANDO CHIAPPETTA/DP/D.A PRESS

Sem pressa, sem “dia D”, o Palácio do Campo das Princesas articula a oficialização da entrada do PSDB na base de apoio do governo Eduardo Campos (PSB). Informações levantadas entre socialistas e tucanos apontam para a confirmação da aliança entre os dois partidos, inclusive com a ocupação de uma secretaria pelo PSDB. Nos últimos dias, as conversas em torno da questão, iniciadas logo após a eleição de 2010, foram intensificadas. E indicam que a disputa eleitoral do próximo ano pode ser o momento ideal para que o namoro seja convertido em casamento. Principalmente porque prefeitos do PSDB, que subiram no palanque de reeleição de Eduardo, podem ter o apoio do socialista.

“A proximidade que sempre existiu entre Guerra e o governador deve favorecer essa aliança a partir de coligações municipais. Se isso (o apoio de Eduardo) for confirmado, naturalmente partiremos para uma aliança estadual. Consequentemente poderemos ter uma secretaria”, informa uma liderança tucana, reservadamente. Por sua vez, um socialista frequentador dos salões do Palácio informa que o PSDB pode deixar de ser a “reserva de apoio” com a qual o governador conta de modo informal. “Não se sabe o rumo que Armando (Monteiro Neto, senador e presidente estadual do PTB) irá tomar. Se ele deixar a base, o PSDB, que hoje já apoia a gestão, entrará no governo”, disse.

Essa estratégia, aliás, chegou a ser cogitada no mês passado, quando o PTB ficou contra o governo na votação da PEC que alterou a Constituição estadual e garantiu a possibilidade de reeleição ao deputado Guilherme Uchoa (PDT) para a presidência da Assembleia Legislativa. O episódio foi visto como um estremecimento na relação de Armando com Eduardo. Entretanto, o senador petebista tratou de reafirmar seus compromissos programáticos com a aliança liderada pelo governador e que as divergências eram ocasionais e decorriam “da pluralidade de visões e opiniões inerentes a tão expressivo conjunto de forças”.

Momentaneamente o ocorrido está “absorvido” pelo Palácio, mas trincou a relação entre PSB e PTB. As consequências, se existirem, poderão ser observadas na disputa de prefeituras pelo interior do estado em 2012, quando petebistas e socialistas devem medir forças em algumas localidades. Os tucanos, por outro lado, lembram que Guerra ganhou pontos com o governador ao se empenhar pessoalmente na mobilização da bancada estadual tucana para votar a favor da PEC.

Assim como o PSB, os tucanos não têm pressa para o desfecho do namoro que mantêm com os socialistas. Segundo fontes do PSDB, a busca de espaço no governo não está na pauta e não é condição para o estabelecimento da aliança. O próprio Guerra destaca que tem se reunido com Eduardo, mas para tratar apenas de assuntos nacionais. Sobre a entrada no governo e a ocupação de uma pasta pelo PSDB, limitou-se a afirmar que esses temas não estão em discussão.Ainda.

O fator PSDB


Saiba mais


A entrada do PSDB na base do governo deve encerrar as conversas que o DEM tem tido com os tucanos com vistas à eleição do Recife em 2012. Também pode emperrar a construção da chapa que teria o ex-deputado Raul Jungmann (PPS) como candidato à Prefeitura do Recife com respaldo do PSDB. Pode ainda inviabilizar a filiação do deputado estadual oposicionista Daniel Coelho (PV) ao partido de Guerra.

No governo

O PSDB, com cinco deputados estaduais, reforçará a bancada governista, que pode passar a contar com 44 num universo de 49 – isso se o PTB e seus sete integrantes se mantiverem aliados. A adesão, além de inchar a base, pode intensificar a desconfiança que existe entre o PT e o PSB. Isso porque, sendo o PSDB o principal partido de oposição no plano nacional, fica difícil para o Palácio do Planalto engolir uma união formal entre tucanos e socialistas na terra do presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos.

Em 2012

Com o PSDB oficialmente na base, cresce o número de municípios onde Eduardo evitará visitar na campanha.No comando de uma aliança tão ampla, haverá localidades onde todos os palanques terão aliados do governador. Se pedir votos para um, Eduardo pode provocar ciúmes e amargar defecções.


NÃO VI NENHUM DOS MEUS DETRATORES DESMENTIREM A MATÉRIA DO DP, O QUE ME LEVA A CRER QUE EU TINHA RAZÃO, E, EVIDENTEMENTE, OS PARTIDOS POLÍTICOS DA BASE DE SUSTENTAÇÃO DO GOVERNO EDUARDO DEVERÃO SE POSICIONAR A RESPEITO  CASO SE CONFIRME A COOPTAÇÃO DO PSDB, POIS ISTO PODERÁ INTERFERIR NA CONSTRUÇÃO DAS ALIANÇAS PARA AS ELEIÇÕES DE 2012  E PARA 2014.

FELIZMENTE O PT JÁ INICIOU SEU PROCESSO DE DISCUSSÃO E ORGANIZAÇÃO DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DO ANO VINDOURO. O PARTIDO NÃO DEVE SE ISOLAR E NEM CRIAR DIFICULDADES PARA AS ALIANÇAS NECESSÁRIAS NO CAMPO DE SUSTENTAÇÃO DOS GOVERNOS LULA E DILMA, MAS DEVEMOS AFIRMAR NOSSA AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA DE DEBATE E POSICIONAMENTO POLÍTICO. COMO DISSE ARMANDO MONTEIRO, PRESIDENTE DO PTB-PE, NO DEBATE DO INFELIZ PROJETO DE REELEIÇÃO DA MESA DIRETORA DA ALEPE: SOMOS ALIADOS E NÃO SUBMISSOS.

A BASE DO PT HÁ MUITO PEDE ESTA DISCUSSÃO DA RELAÇÃO DO PT COM O PSB. NÃO PARA ROMPER, MAS PARA FIRMAR QUE QUER RECEBER TRATAMENTO DE ALIADO ESTRATÉGICO.